Redução nos juros é positiva, mas para retomada será preciso baixar mais, avalia economista
Pela primeira vez em oito anos, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu as taxas de juros da economia. A Selic, que é referência para as demais taxas teve corte de um ponto percentual, de 12,25% ao ano para 11,25% ao ano. Isso foi possível porque a inflação começou desacelerar devido à recessão econômica e à queda do dólar.
A economista Cleide Moretto explica que o consumidor vai ser beneficiado, mas a medida deve impactar mais as empresas porque vão poder investir mais nas suas produções com taxas menores de linhas de crédito. Além disso, as empresas vão pode contratar mais empregados e gerar renda.
Segundo Cleide, esse é o ciclo para a economia crescer. Quando os juros são altos, a tendência é de que as pessoas, tanto físicas quanto jurídicas, prefiram aplicar ou deixar o seu dinheiro no banco para render do que comprar ou investir.
Por enquanto, o ambiente é de muita incerteza porque o empresariado teme a estabilidade e o futuro do país do ponto de vista econômico. Mas a expectativa é de que as taxas de juros caiam ainda mais até o final do ano.
A economista ressalta que, mesmo com essa redução, o juro real do país ainda está alto. É preciso um patamar mais baixo para a retomada da economia e dos investimentos. Cleide destaca que o Brasil tem uma das maiores taxas de juros do mundo.