Reconstruindo o RS: trabalho de voluntários seguirá por, no mínimo, seis meses em Passo Fundo
Na antiga sede da Manitowoc, em Passo Fundo, o centro de distribuição de doações continua sua intensa operação de auxílio às vítimas de enchentes no Estado. O trabalho, liderado pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, sob a coordenação de Fernando Carlos Bicca, segue em ritmo acelerado, ainda que com menor intensidade em comparação aos dias iniciais da mobilização.
Segundo Bicca, todos os pedidos encaminhados pelos municípios são despachados no mesmo dia, cumprindo assim os cronogramas estabelecidos. A demanda por doações continua alta, especialmente por kits de alimentação, higiene, bebê e limpeza. Esses itens são essenciais para garantir a sobrevivência e bem-estar das pessoas afetadas. Atualmente, o centro conta com 235 voluntários trabalhando nos dias de semana. Esse número aumenta consideravelmente nos finais de semana, chegando a 748 voluntários cadastrados no último sábado, por exemplo. Durante a semana, a necessidade de voluntários varia conforme o fluxo de entrada de cargas, mas a equipe tem conseguido atender todas as demandas, de acordo com Bicca.
As doações recebidas em Passo Fundo são distribuídas para diversas regiões do Estado. Os municípios atingidos fazem solicitações ao governo estadual, que centraliza os recebimentos em Porto Alegre e, posteriormente, direciona as demandas para depósitos como o de Passo Fundo, o maior dos quatro depósitos do Rio Grande do Sul. De acordo com o coordenador, o trabalho do centro de distribuição não tem previsão de encerramento a curto prazo. A estimativa do governo estadual é de que o esforço de socorro às vítimas dure pelo menos seis meses. Bicca lembra que, inicialmente, o foco foi salvar vidas, mas agora a prioridade é alimentar e acolher as pessoas afetadas, além de ajudar na reconstrução do Estado para que a vida possa voltar ao normal.