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Economia

Reajuste nas mensalidades das escolas privadas é reflexo da inflação, diz presidente do Sinepe

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Reajuste nas mensalidades das escolas privadas é reflexo da inflação, diz presidente do Sinepe
Reajuste nas mensalidades das escolas privadas é reflexo da inflação, diz presidente do Sinepe

As mensalidades nas escolas particulares gaúchas ficarão, em média, 9,8% mais caras em 2022. Divulgado pelo Sindicato do Ensino Privado do RS (Sinepe/RS), o aumento médio apurado em levantamento está quase três vezes acima do registrado em 2021. Mesmo assim, está abaixo da inflação oficial do país — o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — para este ano, projetada em 10,12% pelo Banco Central.

Além do custo com pessoal, principal item na composição da mensalidade escolar, os outros dois fatores que mais afetaram no orçamento das escolas foram o investimento em tecnologia e a adequação para o atendimento dos alunos no retorno às aulas presenciais.

De acordo com o presidente do Sindicato do Ensino Privado (Sinepe-RS), Bruno Eizerik, a tarifa de luz subiu, o valor dos alugueis aumentaram, a inflação disparou, entre outros reajustes que acabam impactando na mensalidade final das escolas particulares também. Conforme Bruno, as instituições estão fazendo um esforço para não repassar todos os aumentos de uma vez só para os pais, pois, segundo o presidente do Sinepe, o reajuste teria que ser ainda maior.

De acordo com Eizerik, o momento é atípico pela inflação muito alta no país, portanto não há como comparar com anos anteriores, quando a inflação era de 3% ou 4%. O presidente do Sinepe acredita que com a retomada das aulas, as famílias que haviam saído da rede privada durante a pandemia, retornem com os alunos para a instituição, fazendo com que a quantidade de estudantes na rede privada retorne ao patamar anterior da pandemia. Desse modo, é possível que as mensalidades sejam adaptadas conforme a demanda das escolas.