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Geral

Raízes em Movimento: cultura, ancestralidade e empoderamento feminino em comunidades quilombolas da região norte do estado

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Em 2025, as comunidades quilombolas de Arvinha e Mormaça, localizadas no município de Sertão, no norte do Rio Grande do Sul, protagonizam o projeto Raízes em Movimento, uma iniciativa que valoriza a cultura afro-brasileira, fortalece a identidade coletiva e promove o empoderamento de mulheres quilombolas por meio de oficinas culturais, vivências artísticas e ações formativas.

O projeto é financiado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura e Governo Federal, com apoio da Secretaria da Cultura do Estado do RS (SEDAC) e do Pró-Cultura RS. A realização envolve lideranças comunitárias, profissionais da cultura e representantes das próprias comunidades, promovendo um intercâmbio de saberes, práticas e afetos.

O que são comunidades quilombolas?

De acordo com o INCRA, comunidades quilombolas são formadas majoritariamente por populações negras que mantêm laços históricos com a terra, tradições, espiritualidade e formas próprias de organização. São territórios de resistência criados por pessoas escravizadas que fugiam da opressão e fundavam novos modos de vida. Hoje, mais de 3 mil comunidades quilombolas são reconhecidas no Brasil.

Sobre Arvinha e Mormaça

Quilombo Arvinha: fundado por Cezarina Miranda em 1889, mulher negra escravizada que teve cinco filhos com o coronel Francisco de Barros Miranda, dono das terras. Atualmente, residem 24 famílias, ocupando uma área de 10 hectares. Arvinha se destaca por sua organização e força cultural.

Quilombo Mormaça: é a comunidade quilombola mais antiga da região norte do RS, com cerca de 30 famílias em 10 hectares. Fundada por Francisca Vieira da Silva, a “Chica Mormaça”, que atuava como curandeira e parteira, a comunidade enfrenta disputas territoriais e luta pelo reconhecimento desde 2001.

Ambas têm como origem a força de mulheres negras, o que torna o eixo do empoderamento feminino central para o projeto.

Oficinas do projeto

As atividades estão estruturadas em três núcleos principais, conduzidas por mulheres com trajetórias inspiradoras e compromisso com a cultura afro-brasileira.

Dançando Nossas Origens

Com Viviane Soares, professora de dança do Rio de Janeiro, com 24 anos de experiência em Samba de Gafieira e Samba no Pé. Viviane é fundadora da KVS Danças (Rio de Janeiro) e já atuou com nomes como Arlindo Cruz, além de integrar comissões de frente da Mangueira.

Datas:

28 de junho – Comunidade Quilombola da Mormaça
5 de julho – Comunidade Quilombola de Arvinha (Sertão/RS)

Por que “Raízes em Movimento”?

O projeto busca resgatar, celebrar e expandir o protagonismo das mulheres quilombolas em suas comunidades — e além delas. Ao promover oficinas culturais, experiências sensíveis e ações de valorização da ancestralidade, atua como instrumento de fortalecimento social e cultural.
Público-alvo

O projeto é voltado especialmente para mulheres quilombolas de todas as idades – de crianças a idosas –, mas também abre espaço para outras mulheres da região norte do RS que queiram participar e se integrar às atividades.