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Cidade

Queda de 90% na presença de argentinos impacta setor hoteleiro de Passo Fundo, mas empresários driblam situação diversificando público

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A rede hoteleira e o setor de alimentação de Passo Fundo vivem um cenário inesperado neste final de ano, com forte redução no fluxo de turistas argentinos, que historicamente utilizavam a cidade como rota até o litoral catarinense.

O alerta é do presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes de Passo Fundo, Leo Duro, que aponta queda de cerca de 90% no movimento de argentinos em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo Leo, a redução não impacta apenas os hotéis, mas também restaurantes, especialmente os estabelecimentos de beira de estrada, que tradicionalmente atendiam esse público durante a temporada de verão.

Ele explicou que a expectativa do setor era positiva para 2025. Hotéis investiram em estrutura, treinamento e até aulas de espanhol para recepcionistas, prevendo um aumento significativo de hóspedes estrangeiros. No entanto, o cenário foi frustrado. Conforme o dirigente, fatores como as chuvas e, principalmente, as más condições das rodovias afastaram os turistas da rota por Passo Fundo.

Embora o movimento de argentinos esteja intenso em cidades do litoral de Santa Catarina e no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, como Torres, Passo Fundo não percebe esse fluxo. Para Leo Duro, o problema central é a precariedade das estradas e a sucessão de acidentes registrados diariamente na região, o que torna a rota menos atrativa e segura para quem viaja de carro.

Apesar da queda expressiva, o impacto econômico é amenizado porque, nos últimos anos, hotéis e restaurantes diversificaram seus públicos em razão da crise econômica enfrentada pela Argentina. O presidente do sindicato reforça que a cidade tem potencial para crescer no turismo, especialmente com eventos de grande porte ligados à música, ao agronegócio e ao setor de negócios.