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Saúde

Psiquiatra chama atenção para Transtorno do Pânico, que possui tratamento com antidepressivos

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Uma parcela considerada da população está sujeita a desenvolver o Transtorno do Pânico (TP). A estatística mostra que 1 a 4% vai apresentar crise do pânico ao longo da vida.

 

O tema foi debatido durante o programa Emoção, Afeto e Comportamento da última terça-feira (6). O psiquiatra Dr. Érico Hecktheuer explicou que o Transtorno de Pânico é um conjunto de sintomas de ansiedade que são desencadeados de uma hora para outra.

 

Em uma crise, a pessoa pode apresentar quatro ou mais sintomas. São eles: coração acelerado, suor aumentando, tremores ou abalos, sensação de falta de ar, dor ou desconforto no peito, náuseas ou desconforto a barriga, sensação de tontura, sensações de irrealidade, medo de perder o controle, medo de morrer, calafrios e onda de calor e anestesia ou sensação de formigamento.

 

Em geral, os sintomas vão se intensificando, alcançando um pico de aproximadamente 10 minutos. Depois vão diminuindo, o que pode levar de 10 a 20 minutos. Em 70% dos casos a crise acontece durante o dia e 30% na madrugada.

 

Dr. Hecktheuer destacou que muitas pessoas têm só o problema do pânico, mas 90% também possuem outro problema psiquiátrico, como depressão, ansiedade e histórico de abuso de álcool.

 

O psiquiatra disse que, comprovada a crise de pânico, a pessoa deve buscar ajuda. O tratamento consiste no uso de medicamentos antidepressivos, que costumam bloquear a crise de pânico ou na pior das hipóteses deixam ela mais atenuada e eventual.

 

Além do remédio, outra parte do tratamento é começar enfrentar as situações que provocaram o pânico. A medida que isso for acontecendo, a pessoa aos poucos vai perdendo o medo. O doutor explicou que também ajuda muito a compreensão de que o Transtorno de Pânico é algo limitado, que não vai passar dos 10 minutos, que o coração não vai parar.