Psiquiatra afirma que sistema público de saúde não está preparado para abalos emocionais extremos
Na manhã de ontem, uma mãe pediu socorro na Uirapuru por não saber mais o que fazer com sua filha adolescente, que não a respeita mais. Ela afirmou que a filha é fruto de um estupro, sendo que ela decidiu levar a gravidez a diante e criar a menina.
Agora adolescente, sua filha passa horas nas ruas, bebe e não respeita sua mãe, que afirmou cuidar dela com todo o carinho por entender que ela era inocente. Ela explicou que já tentou buscar atendimento com psicólogos da prefeitura, mas nada adiantou.
O psiquiatra Carlos Hecktewer, explicou que a agressão sofrida pela mãe levou a um trauma psicológico e ela precisa de um braço amigo, que pode vir da própria sociedade, através de amigos ou do atendimento público de saúde. Hecktewer afirmou que a sociedade precisa acolher tanto mãe como filha, para superar este problema.
Conforme ele, o problema é que o serviço público não tem condições de oferecer um atendimento eficiente completo para lidar com este tipo de trauma. Para sair desta situação, mãe e filha precisam de um programa longo de recuperação, que , para ele, não é encontrado no serviço público.