Psicopatas quando têm seus planos frustrados desabam e se autodestroem afirma especialista
A madrasta e uma das acusadas pela morte do menino Bernardo Boldrini, Graciele Ugulini, foi encaminhada ao Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), em Porto Alegre, essa semana, após passar mal na Penitenciária de Guaíba, na Região Metropolitana, onde está presa. Ela recebeu atendimentos de um psicólogo e de um psiquiatra.
Casos como o dela, em que de uma hora para outra, é possível notar o declínio físico e mental, antes escondido em uma capa de normalidade, chocam a população. A madrasta e até mesmo pessoas públicas como o ex-ministro José Dirceu, que apresentavam personalidades fortes e marcantes, após serem presos e acusados por seus crimes sofrem e sua deterioração é visível. Mas como esse declínio se dá, o que acontece e o que sentem essas pessoas? Tão frias em um momento e tão fragilizadas em outro.
Para explicar aos ouvintes, participou da programação da Uirapuru o psiquiatra Carlos Hecktheuer. Ele revelou que quem comete atos como este é uma pessoa enferma, desde o início. Que vivia em um mundo fantasioso, sem perceber a realidade dos fatos, onde tudo era permitido, sem punições. Por isso, quando são contidas, caem no mundo real sem os recursos pessoais para enfrentar tudo o que fizeram. E como consequência, frisa o psiquiatra, entram em choque e muitas vezes, deixam que a loucura aflore.
Não sentem, conforme salienta, remorso, mas não conseguem admitir que seus “castelos de areia” e planos tão bem executados não deram certo. Para se desculpar dos atos hediondos, usam subterfúgios, como o amor, a paixão. No caso específico de Graciele Ugulini, o menino Bernardo era um estorvo, para que ela pudesse viver seu sonho de “casamento feliz”, por isso precisava ser eliminado.
O médico registra, ainda, que os psicopatas, em sua maioria, nascem assim, com um gosto e um prazer na destruição, desde os primeiros meses de vida. Condição, que segundo ressalta, não tem cura.
Encerrando, Dr. Carlos Hecktheuer lembra que o fato da pessoa possuir uma enfermidade como essa não a isenta da responsabilidade, sendo a punição a melhor forma de tratar de distúrbios como estes.