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Geral

Promotores Públicos e Delegados Federais afirmam: prisão de Dal Agnol é resposta para a sociedade

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Na manhã dessa terça-feira (23), o Ministério Público Estadual e a Polícia Federal deram detalhes do processo e da prisão de Mauricio Dal Agnol e também divulgaram quais as próximas ações que serão tomadas no intuito de manter o acusado atrás das grades.

 

De acordo com o promotor criminal Álvaro Póglia, o pedido de prisão preventiva foi baseada em dez fatos, entre eles:  retirada de uma grande quantia em dinheiro das contas mantidas por Dal Agnol em bancos, confirmada após a quebra do sigilo bancário; possibilidade de fuga; apropriação indébita e qualificada; possuir em seu poder arsenal de armas aprendidas de uso restrito, proibidas e roubadas, além de posse ilegal de projéteis; uso e fabricação de documentos falsos.

 

O promotor revelou que Dal Agnol tinha uma fábrica de falsos alvarás que eram utilizados para enganar as vitimas. Em um dos alvarás, encontrado na sala secreta de sua casa, foi comprovado o golpe, já que a ordem de pagamento a cinco vitimas era de aproximadamente 5 milhões de reais, mas Dal Agnol repassou apenas 13 mil para cada usando os alvarás falsificados.

 

O promotor salientou que o acusado vem adotando, desde que a operação Carmelina foi deflagrada há sete meses, atitudes para enganar e debochar com o judiciário. Lembrou que não cumpriu com alguns requisitos impostos para que obtivesse o salvo conduto, como o não pagamento de uma fiança de 1 milhão e 600 mil reais. Afirmou que, conforme a denúncia, também foi praticado o crime de lavagem de dinheiro, com a participação de seu gerente jurídico Pablo Pacheco, esposa Márcia Dal Agnol, advogado Vilson Bellé que estão sendo igualmente investigados.

 

O promotor Póglia disse que a prisão representa muito e será importante para a seqüência da investigação. Mais do que isso é uma resposta ao clamor público e as vitimas que foram lesadas pela quadrilha.

 

Foi solicitado e aceito pela justiça o sequestro de bens, sendo eles o Haras MD e um condômino de luxo no município de Bento Gonçalves. 

 

O delegado da Polícia Federal, Mauro Vinicius de Moraes, afirmou que as medidas que culminaram com a prisão de Dal Agnol tiveram maior celeridade a partir do convencimento de que ele poderia novamente fugir do país. Disse a segregação do acusado vai permitir que o trabalho prossiga com mais tranquilidade. Segundo o delegado Mauro, já são mais de 100 inquéritos em andamento e que a prisão serve para contrariar a impressão popular de que só as pessoas que não tem dinheiro é que são recolhidas em um presídio.

 

O promotor Marcelo Pires reforçou a convicção de que Maurício Dal Agnol estava debochando da justiça gaúcha. Citou que mesmo movimentando grande quantidade de dinheiro, solicitou ajuda judiciária gratuita (AJG). Disse que o fato de estar com grande quantia em dinheiro e o passaporte com visto válido para os Estados Unidos evidenciavam sua intenção de fuga.

 

DELEGADO MÁRIO VIEIRA: TRABALHO DEVE CONTINUAR PARA QUE DAL AGNOL SIGA NA CADEIA

 

O delegado federal Mário Luiz Vieira destacou que a prisão de Mauricio Dal Agnol é fruto de uma ação muito bem planejada e sem formalidades entre a Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário. Elogiou a participação da imprensa na divulgação dos fatos e da investigação, solicitando que esse trabalho continue para a o acusado, qualificado como marginal pelo delegado, permaneça o maior tempo possível na cadeia.

 

O promotor Paulo Cirne explicou como está a tramitação do processo na esfera cível. Esclareceu que a ação principal contra Dal Agnol e outros acusados iniciou no dia 4 junho, com pedidos liminares para obter o patrimônio suficiente para ressarcimento das vitimas.

 

Essas ações não tiveram pedidos analisados porque os advogados do réu entraram como uma suspeição da juíza do caso, Drª Luciana Bertoni Tieppo. Cirne disse que essa manobra foi realizada com o claro objetivo de postergar uma decisão, já que não tem fundamento. Como o judiciário manteve a juíza no caso, nos próximos dias a magistrada deve dar seu veredito sobre as liminares solicitadas pela promotoria cível.

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