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Trânsito

Projeto do DNIT prevê a criação de dois viadutos na BR-470, próximo à ponte que liga Veranópolis a Bento Gonçalves

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Passados cinco meses do início das enchentes no Rio Grande do Sul, os impactos deste desastre climático ainda estão presentes em nossa sociedade, tanto na vida das pessoas que buscam reconstruir suas casas, quanto em algumas rodovias que foram severamente afetadas pelas chuvas.

Uma das vias prejudicadas é a BR-470, que liga a região de Passo Fundo à Serra Gaúcha. A reportagem da Rádio Uirapuru conversou com o engenheiro e chefe de serviço da Unidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Adalberto Jurach, que destacou como estão as obras naquela região.

Segundo o engenheiro, boa parte da rodovia está concluída, e somente um ponto ainda não possui a largura adequada para duas vias. Por isso, o trânsito está funcionando no sistema de “pare e siga”. Esse trecho fica entre os municípios de Veranópolis e Bento Gonçalves. O tráfego é liberado a partir das 7h da manhã até às 18h, em condições normais. No entanto, quando há previsão de chuva superior a 50 milímetros em 24 horas, o trânsito é parcialmente interrompido para evitar que novos danos sejam causados aos motoristas que passam pelo local.

Construção de viadutos:

O engenheiro responsável pelo DNIT afirmou ainda que existe uma série de projetos e obras previstas especificamente para essa região, com o objetivo de minimizar as consequências de futuros desastres climáticos.

Entre as novidades está a construção de dois viadutos na BR-470: um próximo à Cachaças Bucco e outro próximo a uma pousada da região. O especialista explica que ambos os locais possuem curvas e que houve grandes deslizamentos de terra durante as enchentes. Dessa forma, em caso de um novo evento climático, o fluxo do deslizamento passaria por baixo dos viadutos, não comprometendo a rodovia, como aconteceu em maio.

Assim, os pilares seriam mais afastados e protegidos. Além dessa obra, Adalberto frisou que manutenções de contenção também serão realizadas, para que toda a extensão da via esteja protegida. A previsão de conclusão para todas as melhorias é de dois anos, e o custo já ultrapassa os R$ 500 milhões.