O governo do Estado protocolou na Assembleia Legislativa, o Plano Rio Grande, programa de Reconstrução, Adaptação e Resiliência Climática Rio Grande do Sul. O plano é uma necessidade legal para a utilização de recursos destinados pela União, como os valores relativos às parcelas da dívida do Estado que ficarão retidas para ajudar a reconstruir a infraestrutura regional, pelo período de três anos. O projeto prevê a criação de um fundo para o depósito do recursom que terá escrituração contábil própria e serão fiscalizados pelo Tribunal de Contas, a própria Assembleia e MP de Contas.
O projeto foi em regime de urgência e os deputados se preparam para votar a matéria na próxima terça-feira em sessão extraordinária. Depois de aprovado, o governo vai criar um Conselho Gestor, cujos membros serão definidos por meio de regulamentação. A criação do fundo que consta no texto foi inspirada em proposta da bancada do PT, que participou da reunião de elaboração do projeto.
O líder do governo na Assembleia, Frederico Antunes, assegura que os parlamentares estão trabalhando em convergências e que é falsa a narrativa das disputas políticas. A proposta vinha sendo desenhada entre governo e bancada petista desde terça-feira. O economista Jorge Ussan, assessor da bancada disse que a o fundo vai reunir todos os recursos públicos e de doações privadas e internacionais. A ideia é dar transparência e facilitar os órgãos de controle.