Profilaxia contra HIV está disponível em Passo Fundo, mas preservativo ainda é a melhor prevenção
A luta contra o HIV, vírus causador da AIDS e transmitido principalmente pelas relações sexuais é constante e a proximidade do Carnaval preocupa. Com o uso de álcool e muitas vezes drogas ilícitas, relações sexuais desprotegidas são frequentes nestes momentos e o resultado pode ser uma contaminação, não só de HIV, mas de diversas outras doenças sexuais. Em entrevista na Uirapuru, a Coordenadora do SAE de Passo Fundo, órgão de atendimento municipal para pessoas com este tipo de contaminação, enfermeira Seila de Abreu, revelou que temporada de festas sempre são um risco.
Há preservativos disponíveis de graça nas unidades municipais, mas, pelo álcool, o uso acaba sim ficando de lado. Isso preocupa porque Passo Fundo tem registrado casos preocupantes de HIV, principalmente nos últimos dois anos, onde muitas pessoas estão procurando o atendimento com um quadro avançado, não tendo conhecimento da contaminação por um bom tempo e assim deixando a doença se instalar.
Outra preocupação é uma mudança de perfil dos contaminados, com aumento de casos em pessoas com nível superior de escolaridade. Uma novidade no combate ao HIV é a chamada profilaxia após exposição ao vírus. É um tratamento com medicamentos, que deve ser iniciado antes e até 72 horas após a exposição desprotegida da pessoa, o qual vai durar 28 dias. Os medicamentos vão diminuir a chance do vírus se instalar no corpo desta pessoa. Esta profilaxia está disponível no atendimento do SAE, mas ressalta-se que o uso do preservativo é ainda a melhor prevenção contra o HIV e outras doenças.