Professores de Passo Fundo não comemoram aumento salarial
O valor piso salarial nacional do magistério da educação básica foi reajustado, pelo MEC, em 7,97%. Com o aumento, o valor passa de R$ 1.451 para R$ 1.567 e já será pago, por estados e municípios em fevereiro. A composição do piso leva em conta o custo anual por estudante dos últimos dois anos, calculado pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
O reajuste do piso em 2013 não segue a tendência de aumento dos últimos dois anos, quando foi registrado 22%, em 2012, e 18%, em 2011. Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o reajuste menor é por causa da desaceleração da economia e da queda na arrecadação de receitas. No Rio Grande do Sul o vencimento básico será de R$ 977,05 para os professores gaúchos em fevereiro, referente à jornada de trabalho de 40 horas semanais.
Por isso, ontem o sindicato que representa a classe se reuniu na capital para debater essa questão e também o aumento previsto pelo governo de Tarso Genro, de 28% parcelado. De acordo com a vice-diretora da entidade na cidade, Ana Clélia Texeira, para a categoria, no estado, o reajuste não influirá, pois o salário vem acumulando defasagem há alguns anos.
O sindicato considera, ainda, que o reajuste do piso salarial dos professores proposto pelo MEC é uma maquiagem de percentuais. O governo federal reduziu o custo-aluno e isso significa, além de prejudicar o salário da categoria, prejudicar a qualidade do ensino. Para quem não sabe, o Fundeb é um fundo contábil e composto por uma cesta de impostos e transferências estaduais e municipais, e sua vigência se estende até 2020. Por lei, pelo menos 60% dos recursos do Fundeb devem ser usados para pagamento do salário dos professores.