Professora alerta pais e alunos: matemática exige mais dedicação e incentivo em casa e na escola
Uma pesquisa divulgada recentemente pela Secretaria de Educação do Estado aponta que 93% dos alunos do 1º ano do Ensino Médio estão abaixo do nível esperado para sua escolaridade em matemática. Segundo o levantamento, os índices vão caindo conforme avançam os anos escolares.
Nos primeiros anos do Ensino Fundamental, 62,5% dos alunos estão dentro do padrão adequado em matemática, já no 6º ano do Ensino Fundamental, 73% dos estudantes são incapazes de demonstrar o conhecimento na disciplina.
Para tentar entender por que isso acontece, o programa Emoção, Afeto e Comportamento desta terça-feira (27) convidou a professora Andrea Raupp, que tem 30 anos de experiência em na disciplina.
A professora disse que assim como qualquer outra matéria, a matemática precisa de uma rotina de estudos, mas ela exige um pouco mais de dedicação por parte do estudante para refletir sobre o que está sendo feito. Ela conta que nos primeiros anos os pais são mais presentes e as crianças recebem conteúdos mais concretos, como cálculo de dinheiro e formas geométricas.
A partir do sexto ano, a matemática começa a ficar mais difícil porque nem tudo o que se trabalha tem uma aplicação direta no cotidiano, ela fica mais distante da realidade dos alunos. O que complica também é que nessa idade, os alunos são mais impacientes e querem tudo instantaneamente.
Andrea destaca que a falta de paciência atrapalha o aprendizado da matemática. A própria leitura para interpretar um problema é prejudicada pela ansiedade. A neurociência diz que o tempo de exposição de um aluno a um determinado conteúdo não pode ser rápido demais. A professora frisou que é fundamental a participação efetiva dos pais, independente da idade e do nível escolar, principalmente na organização de horários para estudos e para dormir, e no acompanhamento dos temas.
Mas, Andrea salienta que a responsabilidade não é só da família, tem toda a parte de sala de aula que cabe aos professores fazerem. A adaptação de jogos, atividades lúdicas e relacionar situações do cotidiano são ótimos para aproximar os alunos dos conteúdos. Pela sua experiência, a parte mais prática em sala de aula é dominada com mais gosto pelos alunos.