Skip to content

Economia

Professor de Direito Constitucional defende impostos diferentes para quem ganha mais no Brasil

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

O ministro da Economia, Paulo Guedes, propôs a nova CPMF, batizada de Imposto sobre Transações Financeiras. O imposto, se tornado realidade, vai taxar saques nos caixas eletrônicos e qualquer movimentação bancária. Do ponto de vista do governo é algo benéfico, mas e para o cidadão?

Segundo o professor de direito constitucional da IMED, Fausto de Moraes, o cidadão perde por ter mais um imposto criado. Revelou que mais de 47% da renda do brasileiro fica retida em impostos. Eles são pulverizados em IPVA, IPTU, compra de produtos, prestação de serviços e nas necessidades básicas como água e luz. Avaliou que o contribuinte não tem uma política eficiente para a reversão destes impostos. Citou o caso do IPVA como exemplo, onde não é obrigado ao governo investir nas estradas, por exemplo.

O professor explicou que as contribuições previdenciárias são sim destinadas para manter a aposentadoria, o que é de interesse de todos. Defendeu que a tributação seja equilibrada conforme o tamanho dos ganhos. Um político com altos salários paga o mesmo valor de ICMS que alguém recebendo um salário-mínimo. Para o professor este é o principal ajuste que deve ser feito dentro da reforma.