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Agricultura

Produtores devem agilizar aplicação de defensivos após longo período de chuvas nas lavouras da região

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
Chuvas anima produtores e desafio agora é tratar as lavouras

Após um mês de dezembro com áreas que registraram até 300 milímetros de chuva acumulada em Passo Fundo, além de um Natal e Ano Novo chuvosos, as lavouras da região vivem um bom momento hídrico. A frequência das precipitações afasta a preocupação com a falta de água, mas, na agricultura, há diversas outras variáveis até a colheita, o que exige atenção redobrada dos produtores.

O programa Cotações e Mercado, exibido no último domingo na Rádio Uirapuru, abordou as necessidades das lavouras de soja após o período prolongado de chuvas. Com a previsão de retorno das precipitações a partir de quinta-feira, os produtores precisam acelerar a recuperação do trabalho de controle de plantas daninhas, que acabou sendo atrasado pelos dias chuvosos.

De acordo com o engenheiro agrônomo Luciano Remor, a previsão indica possibilidade de chuva praticamente todos os dias, porém com volumes moderados, que não devem ultrapassar cerca de 20 milímetros diários. Segundo ele, o principal desafio é a falta de intervalos secos suficientes para que o solo perca umidade e permita a entrada de máquinas nas lavouras.

Remor explica que o ideal neste momento são janelas de um a três dias sem chuva, condição que deve ocorrer nesta semana, possibilitando a aplicação correta de defensivos agrícolas. Muitas lavouras da região estão com aplicações de herbicidas, fungicidas e inseticidas atrasadas justamente pela sequência de dias chuvosos, especialmente em áreas de Passo Fundo, enquanto regiões próximas registraram volumes um pouco menores de precipitação.

Conforme o engenheiro agrônomo, este é o momento adequado para intensificar o controle de plantas daninhas, já que a agricultura passa por uma fase de mudanças, com o aumento de espécies resistentes. Entre as principais estão o caruru, o capim-pé-de-galinha, o leiteiro e a buva, que podem comprometer de forma significativa o rendimento da soja se não forem controladas a tempo.

Além das plantas daninhas, Remor chama atenção para o avanço da ferrugem asiática da soja. Atualmente, já foram confirmados cinco focos da doença no Rio Grande do Sul, e o período crítico costuma iniciar na segunda quinzena de janeiro. Por isso, as lavouras precisam estar protegidas com fungicidas preventivos.