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Economia

Procura por carne suína para a virada do ano deve superar as expectativas do setor

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Procura por carne suína para a virada do ano deve superar as expectativas do setor
Procura por carne suína para a virada do ano deve superar as expectativas do setor

Tradição na mesa da virada do ano, a procura por carne suína deve aumentar entre 20% e 25% nesta semana. O Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor da proteína no Brasil. Conforme o presidente da  Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), Valdecir Folador, a época é sempre positiva para o setor, mas o ano como um todo foi de um consumo elevado da carne suína.

De acordo com Folador, a média consumida em 2022 foi de 19 quilos de carne suína por pessoa no Brasil. O presidente destaca que o aumento na procura por carne de porco se dá pela variedade de cortes, o preço e a praticidade para preparar a proteína.

O criador acredita que o preço deve se manter nos patamares atuais. Ele declara que, na comparação com a carne bovina, o suíno está muito barato para o consumidor. Folador destaca que a proteína do porco fica mais cara quando é processada em embutidos como salame, copa, linguiça entre outros, que acabam ganhando maior valor agregado.

No entanto, o presidente da ACSURS revela que, embora para o consumidor o cenário está muito bom, para o produtor as dificuldades são grandes. Ele explica que os custos de produção e criação de suínos seguem elevados, principalmente o preço da ração. Mesmo assim, o produtor segue atuando no ramo e tenta buscar nas vendas e exportação os prejuízos causados pelos custos de produção. Folador revela que os preços seguem baixos porque o a criação de suínos é muito superior ao consumo. Desse modo, ele acredita que o primeiro semestre de 2023 deve ser parecido com o cenário atual.