Procura pelo penhor de joias aumenta 30% em Passo Fundo
Com a economia em baixa, as instituições financeiras seguem desestimulando o crédito. As taxas de juro estão bem superiores às praticadas em 2014 e 2015, mas algumas pessoas, por necessidade, ainda recorrem aos empréstimos, mesmo pagando altos custos.
Informações dão conta de que algumas financeiras chegam a cobrar juros de 20% para quem está com restrições no CPF, consignando o empréstimo ao salário ou aposentadoria. Mas o que muitas pessoas não sabem é que uma antiga forma de crédito, o penhor, segue em alta no mercado.
No penhor de joias, a pessoa que precisa do dinheiro entrega uma joia de ouro ou diamantes como garantia, recebendo uma fração do valor de venda da peça, com prazo para ser quitado, cobrando-se ainda um juro.Se a pessoa não pagar, a joia vai a leilão, quitando o débito.
O gerente da agência central da Caixa Econômica Federal, Julio Cezar Balvedi, explica que o juro para um empréstimo via penhor, na Caixa, é o menor do mercado, cerca de 2,1% ao mês. Por ter a joia como garantia, o processo é rápido e sem a necessidade de análise de crédito.
Ele salienta que a avaliação é feita por uma equipe especializada do Banco, que determina o valor de mercado e o tipo de joia, nos padrões de uma joalheria particular. Balvedi explicou também que a Caixa facilita o pagamento para que a pessoa não perca a joia, com possibilidade de pagar apenas o juro, ou até mesmo parcelar o valor do empréstimo.
Conforme o gerente, por ser rápido e seguro, a procura por este tipo de crédito, em Passo Fundo, aumentou 30% desde a metade de 2015.