Problemas na praia de Balneário Camboriú eram previstos e estão sob controle, afirma geólogo
Balneário Camboriú é o destino favorito de muitos passo-fundenses. Porém, em 2022, o alargamento da faixa de areia, concluído em dezembro do ano passado, está registrando alguns problemas. Isso ocorre porque fortes chuvas castigaram diversas regiões de Santa Catarina neste mês de dezembro e, desde então, causaram episódios que chamam atenção na Praia Central. Dentre eles, estão o surgimento de grandes valetas abertas, “degraus” e “lagoas” na faixa alargada, além de fenômenos como areia movediça, buracos e outras situações.
Estes acontecimentos, às vésperas do Ano Novo, trazem preocupação, já que Balneário Camboriú é um dos pontos turísticos mais visitados do Brasil nesta época. Mais do que isso, também preocupa por questões naturais, já que o alargamento causou impactos ambientais e especialistas afirmam que o ecossistema do município deve demorar pelo menos cinco anos para se restabelecer.
Falando sobre o assunto na Uirapuru, o geólogo Luiz Paulo Fragomeni, declarou que toda a obra passou por um licenciamento ambiental onde estes problemas estavam previstos. Nele foram assumidos alguns riscos e planejadas ações que devem ser feitas para resolver o problema. De acordo com o geólogo, um dos riscos previstos era o de que existiriam escarpas na praia. Isso significa que o mar poderia retirar porções de areia e formar degraus, sendo que em alguns locais eles chegam a um metro de altura.
Fragomeni conta que a área alargada da praia foi de 25 para 75 metros e, devido as chuvas intensas, o mar tirou um pouco dessa areia. No entanto, órgãos ambientais e Prefeitura de Balneário Camboriú relatam que está tudo dentro do previsto e que já sabem como corrigir o problema. De acordo com o geólogo, para resolver essa questão é preciso colocar mais areia na praia, retirar os degraus manualmente e, em alguns locais onde formou-se lagos, realizar a drenagem.
No entanto, Luiz Paulo Fragomeni revela que o Instituto Ambiental de Santa Catarina não concorda que essa situação é normal e também cobra que no licenciamento existia uma condicionante de que deveria ser construída na Praia Central uma faixa de restinga, que é vegetação rasteira nativa com 20 a 30 cm de altura para formar proteção na faixa de areia. Porém, isso não foi feito até o momento.
Mesmo assim, o geólogo avalia que, baseados no Licenciamento Ambiental e em todas as aprovações ambientais que o projeto passou, essas situações realmente devem ser resolvidas em breve.