Privatizações vão possibilitar ao Estado investir nos Batalhões Rodoviários, afirma deputado Wesp
Dois acidentes ocorridos na ERS-153, entre Passo Fundo e Ernestina, na sexta-feira (19), inclusive com presos em ferragens, expuseram a falta de efetivo do 1º Batalhão Rodoviário da Brigada Militar de Passo Fundo. Em um deles, o efetivo de Coxilha teve que prestar o atendimento porque o de Passo Fundo estava acompanhando outro acidente. Não foi a primeira vez que isso aconteceu.
A própria Uirapuru presenciou situações na ERS-324, entre Passo Fundo e Marau, em que foi preciso a atuação das policiais rodoviários de Casca e de Erechim.
Na tentativa de melhorar a situação da polícia rodoviária estadual, a rádio procurou o deputado Mateus Wesp (PSDB), que é um dos representantes da cidade na Assembleia Legislativa.
Wesp disse que a situação precária demonstra a falta de compromisso dos últimos 48 anos de governos que não enfrentaram as questões orçamentárias do Estado, deixando as contas se deteriorarem ao longo do tempo.
O deputado estadual ressaltou que todos sabem da ausência de viaturas, de recursos e de servidores da polícia rodoviária, mas não tem conhecimento de que hoje se gasta 77% da receita corrente líquida do Rio Grande do Sul com servidores e Previdência.
Wesp informou que, com isso, o Executivo estadual não consegue pagar o vencimento dos servidores em dia e muito menos fazer sobrar recursos para aumentar o efetivo e melhorar as infraestruturas.
O deputado reafirmou que com as reformas estruturais (privatizações e alterações do planos de carreira) o Estado poderá economizar mais recursos e aumentar o número de efetivos das polícias rodoviárias e melhorar as estradas. Afirmou que se isso não for feito as reclamações vão continuar.
Wesp ressaltou que as alterações que poderiam ter sido feitas nos recursos humanos, sem aumentar gastos, foram realizadas em janeiro.
Servidores foram realocados para grandes concentrações urbanas, inclusive para Passo Fundo com policiais civis e militares.
O legislador frisou que o que era possível foi feito, agora é preciso resolver a questão financeira do governo.