Primeiro dia de Júri do caso Bernardo expõe indignação da comunidade e cobrança para autoridades
Começou ontem (11) o julgamento do “Caso Bernardo”, em Três Passos-RS. A repórter da Rádio Uirapuru, Cissa Battistella, está na cidade acompanhando com exclusividade o julgamento dos réus. A Uirapuru conversou com a aposentada Eli Dezengrini, que na época trabalhava em um supermercado. Ela falou que a madrasta fazia compras com frequência no local, mas que nunca levava nada para Bernardo.
Dona Eli disse que todos na cidade estimavam a família, pois o pai do menino, Leandro Boldrini, era um cirurgião muito conceituado. Afirmou que Bernardo era uma criança doce, carinhosa e amorosa, porém não recebia atenção e carinho em casa. A senhora lembrou que o garoto chegou a ir até a Promotoria buscar ajuda, e nada foi feito. Por isso, na opinião dela a Promotoria também deveria ser responsabilizada pela tragédia. Disse ainda que, por se tratar de uma família com um bom poder aquisitivo, a Justiça não tomou providências.
Ontem, também antes de iniciar os depoimentos, foram escolhidos os jurados que vão decidir sobre o futuro dos réus, são eles cinco homens e duas mulheres. Essas pessoas serão responsáveis por ouvir a acusação, a defesa e as testemunhas e dar o veredito final. Também presente no júri, acompanhando a repórter Cissa Batistella, está o advogado criminalista Dr. Jabs Paim Bandeira. Explicou que cada parte poderia negar até três jurados e optaram por recusar as mulheres, deixando apenas duas julgando.
De acordo com o jurista, isso acontece porque as mulheres são mais sensíveis e podem se envolver com o caso. Os jurados vão permanecer dentro do Fórum e não terão contato com ninguém, inclusive a alimentação, higiene pessoal e pernoite acontecerá dentro do prédio.
O júri segue nesta terça-feira (12) e tem previsão de sete dias de duração.