PRF realiza escolta para morador de Passo Fundo receber órgão transplantado em POA
Diariamente milhares de pessoas no país aguardam de forma ansiosa por uma ligação autorizando o seu deslocamento para receber um órgão transplantado. Estes órgãos vêm de pessoas que falecem de forma repentina, em situações que mantém determinados órgãos em condições de transplante, levando uma nova chance de saúde para quem o aguarda. No entanto, o assunto ainda é tabu, atrasando transplantes e assim adiando o sonho de muitas pessoas.
A Uirapuru conversou nesta semana com Luiz Fernando Pereira Neto, que é presidente da Fundação UPF, sendo que recentemente ele fez um transplante de rim, em maio, na capital gaúcha. Quando surgiu um doador ele foi avisado e a Polícia Rodoviária Federal de Passo Fundo o conduziu até Porto Alegre. Em apenas duas horas e meia ele chegou até a capital, possibilitando o transplante. Hoje Luiz Fernando Pereira Neto já se recupera em Passo Fundo.
Em entrevista na Uirapuru ele explicou que, após exames, detectou um problema nos rins. O tratamento com medicamentos não surtiu efeito, restando o transplante como única opção. Explicou que há uma corrida contra o tempo por conta da chamada isquemia, sendo este o tempo desde a captação do órgão do doador e a implantação no recebedor. Quanto mais rápido isso ocorrer, maiores as chances de sucesso.
Luiz Fernando disse que, se não fosse o trabalho da PRF de Passo Fundo, que o colocou em uma viatura e conduziu até a capital, talvez ele não teria conseguido o transplante. Luiz Fernando agradeceu publicamente aos agentes Segala e Dina, de Passo Fundo, que mesmo em horário de pico conseguiram um deslocamento rápido e com segurança para salvar uma vida.
Luiz Fernando alertou que as famílias devem conversar sobre isso, com as pessoas externando a vontade de doar o órgão, pois a última palavra é da família. Destacou ainda que em muitos países a cultura de doar um órgão está forte, ao passo que no Brasil ainda há resistência, deixando hoje mais de 30 mil pessoas em espera. Finalizou dizendo que o transplante é um acréscimo de qualidade de vida, algo que precisa ser discutido, pois a doença atinge não só um paciente, mas toda a família que adoece junto.