Skip to content

Estado

Presidente e vice da CPI dos Medicamentos visitam hospitais de Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Vice-presidente da CPI dos Medicamentos visita hospitais de Passo Fundo
Vice-presidente da CPI dos Medicamentos visita hospitais de Passo Fundo

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instalada no final do mês passado para investigar os relatos de aumentos abusivos no preço de medicamentos do kit intubação, insumos e oxigênio usados no tratamento da Covid-19 nos hospitais do Rio Grande do Sul.

A comissão foi proposta pelo deputado Thiago Duarte (DEM), que também será presidente. Ele afirma que tem recebido relatos de médicos e diretor de hospitais sobre o aumento nos preços. O vice-presidente da CPI é o deputado estadual Clair Kuhn (MDB), que esteve em Passo Fundo ontem (19), visitando os hospitais da cidade.

Conforme o deputado, em entrevista para a Uirapuru, a ampola do sedativio Midazolan, que custava há dois meses, já durante a pandemia, de R$ 2 a R$3 agora tem sido comercializada a R$ 30. Segundo o parlamentar, é possível verificar aumentos que vão de 200% até a 400%, sem explicação até então.

De acordo com Kuhn, a CPI busca investigar se fornecedores de medicamentos agiram de má fé, cobrando valores abusivos para a venda de remédios, em um momento tão difícil para os hospitais. Kuhn revelou que há relatos de hospitais que foram coagido e chantageados para comprar medicamentos com preços superfaturados e não deixar faltar os remédios para o tratamento dos pacientes.

Estiveram com o deputado Clair Kuhn, em Passo Fundo, o deputado Thiago Duarte (DEM), presidente da CPI e o deputado Faisal Karam (PSDB), relator. As visitas já estavam previamente agendadas com o Hospital de Clínicas, Hospital São Vicente de Paulo e Pronto Clínica. O objetivo é que as unidades hospitalares sejam testemunhas na CPI e relatem se sofreram com abusos por parte de fornecedores de insumos e medicamentos.

A CPI tem prazo de 120 dias, prorrogáveis por mais 60. O deputado pretende convocar todos os cerca de 400 hospitais do estado para apurar a situação. Entidades representativas do setor, agentes públicos e a indústria que fornece os medicamentos deverão ser chamados também.