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Agronegócios

Presidente do Sindicato Rural de Passo Fundo diz que quebra na safra de soja da região será maior do que o projetado pela Emater

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

O Rio Grande do Sul tem o agro como grande motor econômico e o ponto alto desta atividade é a safra de soja.  No entanto, o fator climático se revelou novamente um grande desafio.  Após uma catástrofe por excesso de chuva no ano passado, o clima mudou e trouxe seca.  O resultado foi um desenvolvimento abaixo do esperado nas lavouras de soja.  Recentemente a Emater projetou que a quebra na safra de soja será de 17,4% em produção, acumulando pouco mais de 15 milhões de toneladas.  No ano anterior, foram 18,2 milhões de toneladas colhidas.

O Presidente do Sindicato Rural de Passo Fundo, Carlos Fauth, diz que a quebra será maior do que a projetada pela Emater. Falando ao vivo na casa da Uirapuru na Expodireto Cotrijal, Fauth disse que está há 35 anos na agricultura regional de Passo Fundo e somente viu uma estiagem com tal impacto em 1991 no planalto médio.  Explicou que hoje há núcleos de lavouras bem desenvolvidas, mas no geral há grandes quebras de produtividade.

Disse que a securitização é a chave para renegociar as dívidas do produtor.  Sobre a queda na produtividade, disse que havia uma previsão de produção para 24 milhões de toneladas nesta safra e a queda atual de 17% foi projetada sobre a safra anterior, já impactada pela chuva em excesso.

Ao projetar a queda para 15 milhões de toneladas a redução é, na verdade, de 37,5%. Para Fauth, a depender da área, pode até mesmo chegar a 50% de queda frente a expectativa de produção. Sobre isso disse que o produtor deve ter prudência em investimentos.