Presidente do sindicato rural de Passo Fundo afirma: FARSUL traiu os agricultores
A polêmica do pagamento de royalties pelo uso da tecnologia transgênica ganhou um novo capítulo. A Monsanto fechou um acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e 10 federações agrícolas, incluindo a do Rio Grande do Sul, para a suspensão da cobrança referente à primeira geração da soja RR de forma permanente e irrevogável. Para o presidente do Sindicato Rural de Passo Fundo, Paulo de Tarso, que nos últimos dias ganhou na Justiça, com sindicatos da região, ação que contraria os itens acordados, o que causou perplexidade aos agricultores foi a FARSUL ter fechado o acordo sem a anuência dos sindicatos.
Um documento que segundo ele, é fraudulento, pois simplesmente propõe vantagem já obtida pelos produtores na Justiça.
Segundo o cerealista Dilermando Rostirola, esse acordo foi restrito a 70 % das confederações que envolvem a agricultura, principalmente a soja. O cerealista afirma que a partir de fevereiro o produtor que participar do acordo, não poderá reter o valor descontado por cada saca de soja.
A decisão da Monsanto não vai alterar a ação movida desde 2009, no Estado, contra a cobrança dos royalties. A medida só valerá para quem se comprometer a pagar por uso da segunda geração da tecnologia. A patente da tecnologia Roundup Ready expira em 2014. A cobrança dos produtores que não aderirem ao acordo será realizada até a próxima safra (2013/2014).
No entanto, conforme de Tarso, é preciso ficar alerta, pois a Monsanto está acenando que se produtores assinarem o acordo, em troca de tecnologia futura, o risco está lançando, afinal, eles não conhecem essa nova cultivar. Por isso, o Sindicato recomenda aos agricultores que não assinem o documento.