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Saúde

Presidente do Sindicato Médico Gaúcho alerta: IPE caminha para a falência

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A polêmica em torno do repasse de verbas pelo Governo do Estado aos profissionais médicos que atendem pelo Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPE), continua. Muitos médicos têm ameaçado parar de atender e outros estão se descredenciando.

 

Embora o Governo tenha anunciado um repasse de cerca de 87 milhões, o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Dr. Paulo Argolo Mendes, diz não ter conhecimento de que médicos já tenham recebido. Além disso, o médico frisou que a situação do IPE é crítica e piora a cada dia que passa. Um plano, que já figurou entre os melhores do Brasil, hoje sofre com o descaso e o abandono.

 

Conforme Mendes, não há nenhum movimento orquestrado da classe, mas muitos profissionais estão cansados de receber pouco, por isso estão deixando de atender ao plano. Ele registra que o último reajuste da quantia paga aos médicos, ocorreu no governo de Yeda Crusius e que no governo Tarso Genro a defasagem só fez aumentar.

 

Segundo explica, os médicos que atendem pelo SUS, por exemplo, recebem pelo seu trabalho, fazendo uso da estrutura da União. Já quem atende pelo IPE, precisa pagar pelo consultório, funcionários, luz e energia. Por isso, quando muitos médicos fazem as contas, percebem que os recursos, quando recebidos, não cobrem as despesas. Afirmando que acabam tirando dinheiro do bolso para subsidiar um Estado omisso. O presidente frisa que o desrespeito maior é para com os mais de 1 milhão de funcionários públicos que pagam e pagam caro, para ter um atendimento de qualidade e que na prática aguardam meses para obter uma consulta e não tem acesso a exames mais modernos.

 

Mendes não retira de todo a culpa dos médicos, no processo de deterioração do IPE, pois segundo ele os profissionais deviam ter cruzado os braços e exigido melhorias. Aliás é essa a sugestão que dá para que o plano não se afunde nas mentiras e promessas não cumpridas dos últimos governos e para que os usuários vejam o seu dinheiro bem investido: mobilização dos funcionários públicos.

 

Ele revela que a intenção do Sindicato é tentar construir com o novo Governo maneiras de salvar o IPE. Ressaltando que não se pode, simplesmente, alegar que o Estado está quebrado e que isso por si só justificaria não pagar funcionários e profissionais. Em sua opinião Sartori sabia em que cenário o Rio Grande se encontrava e agora é dele a responsabilidade de resolver os problemas dos gaúchos. E não deixar o IPE morrer é uma de suas atribuições. Por isso o Sindicato já marcou uma reunião com a Secretaria de Administração, responsável pelo Instituto e vai cobrar uma definição da atual gestão.