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Saúde

Presidente do SIMERS diz que há pediatras suficientes, mas falta remuneração e condições de trabalho

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Hoje , 18 de outubro, foi o Dia do Médico.  Para marcar a data a Uirapuru conversou com o Presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul – SIMERS, Dr. Marcos Rovinski. O presidente falou ao vivo com a Uirapuru diretamente de Brasília, onde se encontra cumprindo agenda participando de uma sessão solene da Câmara dos Deputados por ocasião da data, onde foi entregue um projeto de lei que visa dar garantias e seguranças nas relações de trabalho médico.

O Dr. Marcos explicou que o projeto está protocolado e será levado adiante no congresso.  Destacou o trabalho médico feito em Passo Fundo pela diretora da região do SIMERS, Dra. Sabine Chedid, além de, no campo municipal, as ações realizadas pela Secretária Municipal de Saúde de Passo Fundo Dra. Cristine Pilatti.

O presidente do SIMERS, Dr. Marcos Rovinski expressou preocupação com o fato de muitos médicos estarem sendo contratados por pessoas jurídicas no Estado e depois, sem aviso prévio, tem seus salários cortados, motivando uma série de ações no campo judicial. Sobre o pós-pandemia, o Dr. Marcos disse que os médicos receberam muitos aplausos da população durante o combate do vírus, mas o poder público continua dando más condições de trabalho, sem aumento real de salário da classe.

Citou os esforços de Passo Fundo para conseguir mais médicos, em especial os pediatras.  Lembrou que o SUS, sem reposição de financiamento há 20 anos, impacta diretamente na remuneração médica. Falou ainda que o Brasil é hoje o segundo no mundo em número de faculdades de medicina.  No entanto, mais importante que abrir faculdades médicas é ter um plano de carreira adequado.

O Presidente foi também questionado sobre porque há tanta dificuldade em conseguir médicos pediatras, como ocorre em Passo Fundo.  Para o Dr. Marcos Rovinski houve um desinteresse na formação de novos pediatras ao longo do tempo.

Disse que há um número suficiente de pediatras no Estado para cobrir esta lacuna.  O que falta é a remuneração adequada e condições dignas de trabalho, com um ambiente que traga possibilidades de exercer as atividades sem o temor de ser processado por problemas de saúde devido a falta de condições materiais onde o médico trabalha.  Para o médico, quando estes fatores forem alinhados haverá a cobertura das lacunas profissionais da pediatria.