Presidente do Cpers afirma que momento não é bom para volta às aulas e categoria pensa até mesmo em greve para preservar vidas
O Governo do Estado divulgou ontem (27) o planejamento para o retorno das aulas no Rio Grande do Sul. Paralisadas desde a metade do mês de março por conta da pandemia de coronavírus, as escolas possuem um grande número de estudantes e fica difícil evitar aglomerações. Diversos setores da comunidade discutem se já é seguro pensar em retorno as aulas no estado, sendo que o inverno rigoroso ainda não chegou.
Para o presidente do Cpers Sindicato, professor Orlando Marcelino, o momento ainda não é propício para o retorno. Marcelino destaca que a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que atividades de escola só devem ser reiniciadas quando a curva de contágio estiver em descendência, e não é isso que observa-se agora no Brasil e no Estado.
O presidente acredita que um retorno neste momento elevaria a velocidade de contágio e aumentaria o número de casos. Ele defendeu que as crianças e os adolescentes acabam relaxando nos cuidados e podem levar o vírus para os demais familiares.
Sobre o ano letivo, Marcelino afirmou que ainda não está perdido e que ainda existe um prazo ajustável para que as aulas voltem sem comprometer o ano. Portanto o sindicato defende que o governo pense, neste momento, na saúde dos estudantes e de seus familiares.
O presidente lembrou ainda que os protocolos propostos pelo Governo do Estado não tem como serem seguidos por todas as escolas. Cada instituição tem uma realidade diferente e isso impacta diretamente na decisão do governo. Marcelino finalizou dizendo que o isolamento precisa ser aumentado e não relaxado e, caso a volta ofereça risco aos profissionais da educação e aos estudantes, o sindicato vai sugerir greve da categoria.
Ouça a entrevista com o presidente do Cpers Sindicato, professor Orlando Marcelino: