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Saúde

Presidente do COMUI denuncia falta de fraldas e dietas para idosos em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

O presidente do Conselho Municipal da Pessoa Idosa de Passo Fundo (COMUI), Luiz Costela, fez um alerta público sobre a falta de fraldas, dietas especiais e medicamentos para idosos no município de Passo Fundo. Segundo ele, durante participação no programa Sem Segredo, da Rádio Uirapuru, a situação é preocupante e atinge principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade.

De acordo com Costela, o Conselho tem recebido diversas reclamações relacionadas à dificuldade de acesso a itens básicos, como fraldas geriátricas e alimentação especial. Ele afirma que, atualmente, não há oferta regular de dietas para idosos no município, exceto nos casos em que há determinação judicial.

“Se um idoso precisar de dieta especial hoje, não tem. Se precisar de fralda, enfrenta dificuldade para conseguir. Em alguns casos, até medicamentos estão em falta”, destacou.

O presidente explicou que a mudança no sistema de distribuição de fraldas — que deixou de ser feita pela Capne e passou para a Farmácia Popular — agravou a situação. Um dos principais entraves envolve idosos com demência que não possuem curador legal. Segundo ele, quando não há processo de interdição judicial formalizado, o cartório não reconhece apenas uma procuração simples. Com isso, familiares ou responsáveis não conseguem retirar as fraldas em nome do idoso.

“Justamente quem mais precisa, muitas vezes em situação de dificuldade financeira, acaba ficando sem acesso”, ressaltou. Costela afirmou que o problema já atinge inclusive instituições de acolhimento. Relatos recentes no grupo interno do Conselho apontam dificuldades tanto para retirada de fraldas quanto de dietas.

O presidente do COMUI também fez uma reflexão mais ampla sobre o envelhecimento da população. Segundo ele, os dados demográficos indicam aumento significativo no número de idosos, mas a estrutura pública ainda não está organizada para atender essa demanda crescente.

O Conselho, que é formado de maneira paritária por representantes da sociedade civil e do Poder Público, tem encaminhado solicitações e cobranças aos órgãos competentes. No entanto, conforme Costela, as respostas costumam indicar reuniões futuras para tratar dos temas, enquanto a necessidade é imediata.

“A pessoa precisa ser nutrida, precisa comer. Não pode esperar um mês por uma reunião”, enfatizou. Diante do cenário, o COMUI manifesta preocupação com a garantia dos direitos básicos da população idosa no município. A falta de acesso a fraldas, alimentação especial e medicamentos evidencia, segundo o presidente, a necessidade urgente de revisão e reorganização das políticas públicas voltadas ao envelhecimento.