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Geral

Presidente da OAB Passo Fundo classifica fraude envolvendo advogados como ‘Fato Isolado’ e reforça compromisso com ética

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

Um grupo de 14 pessoas, sendo nove advogados, foi alvo da Polícia Civil nesta semana. Os suspeitos teriam fraudado procurações judiciais para contratar empréstimos em nome de clientes e lesar instituições financeiras. A ofensiva, batizada de Operação Malus Doctor, é da 2º DP de Porto Alegre.

De acordo com a apuração policial, o esquema movimentou R$ 50 milhões. A maior parte das vítimas são idosos e pessoas aposentadas que buscavam os advogados na esperança de renegociar juros de empréstimos junto a instituições financeiras.

Conforme a presidente da OAB de Passo Fundo, Doutora Cibele Borghetti, ela tomou conhecimento da operação pelas notícias que saíram na imprensa. Cibele afirma que a Ordem prima pela conduta lícita e ética dos profissionais do direito. Esse compromisso é firmado como um dos últimos estágios antes da pessoa se tornar advogado.

A OAB tem uma estrutura direcionada para avaliar e penalizar condutas ilícitas ou antiéticas. Essa é uma preocupação da ordem, que não se admita esse tipo de conduta dentro da advocacia. Cibele explica que os clientes podem autorizar, via procuração, que o advogado fale e tome decisões em nome dele. No entanto, o profissional não pode agir de maneira errada ou de má fé. A presidente da OAB relata que a relação entre cliente e advogado é de confiança e, por isso, os profissionais precisam honrar o juramento feito no dia da formatura.

Conforme Cibele, a OAB orienta que os advogados sejam o mais transparente possível com os clientes, explicando todas as fases de um processo, contrato ou qualquer outro serviço. O atendimento não pode, em hipótese alguma, gerar prejuízo para nenhuma das partes. Desse modo, a presidente da OAB Passo Fundo reforça que esse caso dos advogados de Porto Alegre é um fato isolado, pois a grande maioria dos profissionais trabalham dentro da ética.