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Política

Presidente da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo condena comentários que apoiam morte de vereadora do Rio

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

O assassinato da vereadora do PSOL do Rio de Janeiro, Marielle Franco, na última quarta-feira (14), chocou não só o Brasil, mas o mundo, e trouxe à tona diversos debates. Eleita com 46,5 mil votos, a quinta maior votação nas eleições de 2016 no Rio, Marielle Franco estava no primeiro mandato como parlamentar.

 

Oriunda da favela da Maré, zona norte do Rio, Marielle tinha 38 anos, era socióloga, com mestrado em Administração Pública e militava no tema de direitos humanos. Marielle foi assassinada com quatro tiros na cabeça, quando seguia para casa no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, retornando de um evento ligado ao movimento negro, na Lapa. A parlamentar viajava no banco de trás do carro, quando os criminosos emparelharam com o carro da vítima e atiraram nove vezes.

 

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo, Paulo Cesar Carbonari, junto com ela, existe uma perda adicional que aparece nos comentários que as pessoas fazem sobre a morte da vereadora na internet. Segundo o presidente, o argumento de que ela merecia, pois defendia bandido, é o que mais dói neste momento. O presidente explicou que Direitos Humanos é uma construção para humanizar e não para o contrário. Para o presidente, a morte de Marielle deve ajudar a entender a necessidade de civilizar sociedade.

 

Ainda sobre a morte, as organizações da sociedade civil assinaram um manifesto cobrando das autoridades providências contra a violência crescente no Rio de Janeiro.