Presidente da Associação da Brigada afirma que Bombeiros aceitaram separação para melhorar condições de trabalho
Foi aprovada na terça-feira (3), na Assembleia Legislativa, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) número 2322014, que prevê a desvinculação do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar.
Pela proposta o desmembramento irá acontecer a partir do dia 2 de julho de 2016. Vista como uma possível solução para melhorar as condições de trabalho dos bombeiros, que hoje dependem do orçamento destinado à Brigada Militar, a independência é almejada há décadas no Estado.
Em entrevista na Uirapuru o tenente-coronel da reserva José Carlos Riccardi Guimarães, presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar (Asofbm), sediada em Porto Alegre, destacou que as duas corporações estão há anos sendo desrespeitadas pelos governos e isso compromete a qualidade dos serviços.
Para ele os bombeiros aceitaram prontamente a separação em uma tentativa desesperada por melhorar os serviços prestados á população. Destacou que a separação pode trazer benefícios, mas é preciso garantir mudanças e investimentos para ambos.
Em 2015, conforme os deputados, o orçamento das duas corporações já será distinto, mas a porcentagem destinada a cada um terá critérios diferenciados de acordo com as necessidades.