Presidente da Assembleia Legislativa do RS é acusado de abuso de poder político e econômico
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Luis Augusto Lara (PTB), é acusado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de abuso político e econômico e uso indevido de meios de comunicação. O deputado estadual e o irmão dele, o prefeito de Bagé, Divaldo Vieira Lara, já se tornaram réus no processo.
Em nota, o deputado disse que ainda não foi intimado a prestar esclarecimentos e negou as acusações. “Pela primeira vez terei a oportunidade de defesa sobre esses fatos caluniosos e de injúria que ligam a minha candidatura a esse enredo fantasioso. Vou apresentar judicialmente as provas de que não houve nenhuma irregularidade e buscarei o meu direito pelo dano moral”.
No site do TRE-RS, as movimentações do processo mostram que as intimações aos dois réus entraram no sistema na terça-feira (26).
Lara foi eleito para o sexto mandato na Assembleia Legislativa com 56.396 votos, destes 20.836 foram conseguidos em Bagé. O deputado do PTB recebeu 49 votos favoráveis e cinco contrários para ocupar o cargo de presidente da AL.
Na ação, o MPE diz que houve uso indevido da máquina pública durante as eleições de 2018. Servidores municipais de Bagé teriam sido coagidos a fazer campanha a Luis Augusto Lara, em horário de expediente.
O procurador regional eleitoral Luiz Carlos Weber pede a cassação do deputado e a inelegibilidade dos irmãos.
*G1