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País

Presidente condena apologia ao nazismo e pede seriedade sobre o tema

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Brazilian President Jair Bolsonaro looks on during the launching ceremony of the Front Brazil Project, which aims at reducing the rates of violence in cities, at Planalto Palace in Brasilia, on August 29, 2019. (Photo by EVARISTO SA / AFP)

O presidente Jair Bolsonaro se manifestou, na noite desta quarta-feira (9), para repudiar a ideologia nazista e sua propagação no país. Ele fez uma série de postagens nas redes sociais sobre o tema.

“A ideologia nazista deve ser repudiada de forma irrestrita e permanente, sem ressalvas que permitam seu florescimento, assim como toda e qualquer ideologia totalitária que coloque em risco os direitos fundamentais dos povos e dos indivíduos, como o direito à vida e à liberdade”, escreveu.

A manifestação ocorre após a repercussão de uma fala do youtuber Bruno Aiub, conhecido como Monark, em defesa da existência de um partido nazista no Brasil.

Na noite da última segunda-feira (7), no podcast Flow, Monark defendeu que os nazistas tivessem um partido político legalmente reconhecido no Brasil. O episódio gerou reações negativas de vários setores da sociedade.

No dia seguinte, o comentarista Adrilles Jorge, da TV Jovem Pan News, discutia a repercussão do caso de Monark e encerrou sua participação com um gesto similar ao Sieg Heil, saudação nazista que, em alemão, significa “viva a vitória”. O caso também viralizou na internet e a emissora decidiu demitir o comentarista.

Em uma série de postagens, Bolsonaro disse que é preciso combater manifestações que pregam o antissemitismo e cobrou responsabilidade e seriedade no tratamento do tema.

“O fato de uma ideologia repugnante como a nazista ter destruído milhões de vidas exige que tenhamos extrema responsabilidade e seriedade na hora de tratar do tema, não deixando espaço para a calúnia, a difamação e a sua banalização. Não se combate uma injustiça com injustiças”.

O presidente também prestou solidariedade ao povo judeu e destacou a aproximação de seu governo com Israel.

“Reitero todo nosso apoio ao povo judeu, que hoje sofre não só com as cicatrizes deixadas pela história, mas também com o desrespeito daqueles que banalizam um assunto tão grave, rotulando tudo e todos na ânsia de conquistar ainda mais poder e controle sobre as pessoas”.

Por fim, Bolsonaro enfatizou que o Brasil não será terreno fértil para a proliferação de ideologias totalitaristas.

“O Brasil nunca terá solo fértil para o totalitarismo porque o amor pela liberdade corre em nossas veias. Quem deseja o contrário está do lado errado. Que o momento seja de reflexão, de amadurecimento, a respeito de qual ambiente queremos criar para o Brasil. Tenhamos todos mais juízo e responsabilidade. Precisamos continuar trabalhando pelo futuro de nossa nação”.

*Agência Brasil