Presidencialismo de coalizão: cientista social afirma que maneira de governar no Brasil é ineficiente
Em meio a mais um escândalo político no país, com envolvimento do presidente da república, o tema reforma política volta a ser debatido pela população. O país sofre um atraso e já adiou por várias vezes a atualização. A população afirma estar descrente na política.
Fazendo uma análise da atual situação, o professor de direito da IMED e cientista social, Henrique Kujawa, defendeu a reforma política. Para o professor, a maneira como o Brasil é governado, o chamado presidencialismo de coalizão, é ultrapassada e ineficaz diante dos tempos atuais.
Nesta forma o termo coalizão refere-se a acordos entre partidos, normalmente visando ocupar cargos políticos dentro do governo.Em sistemas com vários partidos, como o atual, nos quais há mais do que dois partidos relevantes disputando eleições e ocupando cadeiras no Congresso, dificilmente o partido do presidente possuirá ampla maioria no Parlamento para aprovar seus projetos e implementar suas políticas.
Na maioria das vezes a coalizão é feita para sustentar um governo, dando-lhe suporte político no Legislativo e influenciando na formulação das políticas.
Para Kujawa a situação política atual é insustentável porque o governo temer perdeu sustentação dentro da coalizão. Toda a política de presidencialismo de coalizão está com os mesmos riscos e por isso é preciso uma reforma imediata, já que há uma relação corrupta entre a política e o poder privado.