Presença de veterinários nas grandes empresas de carne minimiza riscos ao consumidor, defende Conselho.
A maior empresa produtora e beneficiadora de carne do Brasil, a BRF, está novamente passando por uma investigação suspeita de fraudes. O conjunto de fraudes em que a empresa está envolta trouxe um prejuízo, segundo a empresa, superior a R$ 1 bilhão e a direção da BRF poderá ser trocada. O ex-diretor da instituição foi preso na manhã de ontem (5) em São Paulo, durante a nova fase da operação.
A notícia impacta diretamente no consumidor, que culturalmente foi induzido a acreditar que a carne da indústria é muito mais segura e controlada do que a carne do mercadinho, sem os vários selos de órgãos fiscalizadores. Nesta fase a polícia acusa as unidades da BRF de fraudar laudos emitidos por profissionais e que atestavam o produto como livre da bactéria Salmonela.
Falando ao vivo na Uirapuru, durante a Expodireto, a secretária-geral do Conselho Regional de Medicina Veterinária – CRMV-RS, Margarete Maria Paes Iesbich, explicou que a notícia preocupa, mas o conselho se sente mais seguro por ter um veterinário em cada turno da fábrica.
Com isso é assegurado que, no momento principal e crucial da produção, as normas profissionais sejam seguidas. O conselho, porém, não pode interferir em questões administrativas de cada empresa.