Prepare o bolso: remédios vão ficar mais caros a partir de sexta-feira
O preço dos medicamentos teve reajuste de até 6% no final de março. O aumento foi autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), que nos próximos dias vai divulgar os percentuais de aumentos para remédios como antibióticos, anti-inflamatórios, diuréticos e ansiolíticos. Os medicamentos fitoterápicos e os homeopáticos não são submetidos aos referidos percentuais de aumento. O ajuste de preços é estabelecido para três faixas diferenciadas de medicamentos.
Os percentuais, de até 6,31%, 4,59% e 2,70%, segundo adiantou a Associação Brasileira do Atacado Farmacêutico (Abafarma), são definidos segundo o nível de competição dos remédios nos mercados, a partir do grau de participação dos genéricos nas vendas.
Os aumentos, segundo a vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado, Silvana Furquim, passam a valer nas prateleiras das farmácias até o final da semana. Ela informa que o aumento ainda não está valendo porque os cadernos oficiais com as alterações nos valores não foram entregues as farmácias.
O valor máximo não vai poder subir pelo período de um ano, ou seja, até março de 2014.
A fórmula de cálculo do reajuste de preço de medicamento no Brasil é definida pela Lei 10.742 / 2003. A formação de preços dos medicamentos leva em conta principalmente o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos 12 meses (até fevereiro), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).