Prejuízo para a comunidade: trotes crescem em Passo Fundo e Samu registra em média cinco ocorrências por mês
Ontem (16), pela manhã, um chamado de colisão entre dois veículos, com três vítimas, sendo uma criança já em óbito, mobilizou a equipe do Serviço de Atendimento Médico com Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros de Passo Fundo.
No entanto, no local, foi constatado que se tratava de um trote. Nessa segunda-feira, os bombeiros também foram chamados para atender um capotamento na Presidente Vargas que não existiu.
A prática do trote vem aumentado no município, só o Samu recebe cerca de cinco chamadas falsas por mês. Os chamados são atendidos pela central em Porto Alegre que repassa a solicitação à Samu, iniciando assim uma corrida contra o tempo nas ruas da cidade.
A enfermeira chefe do Serviço no município, Adriana Lourega, ressalta que, mesmo com uma equipe treinada para identificar trotes, ainda assim eles acontecem. Para a enfermeira, a sensação é que os passo-fundenses estão se especializando em brincar com os serviços de resgate.
Adriana conta que o Samu possui apenas uma ambulância para atender a cidade inteira e, muitas vezes, por causa da demanda, não consegue prestar o serviço a todos os chamados. Destacou que a equipe de socorristas se desloca com uma brevidade, com risco de até bater a ambulância ou algo parecido, e agora se depara com situações como a de ontem.
O chamado foi de um número fixo, ainda não é possível saber se é de um orelhão ou de uma residência, mas assim que o autor for identificado será feito um boletim de ocorrência, já que a prática é crime.