Prefeitura quer recuperar área doada para a Manitowoc se empresa não voltar a produzir
Seguindo os efeitos da crise econômica que castiga o Brasil e também o mercado internacional, a empresa Manitowoc suspendeu as atividades em Passo Fundo ainda em janeiro deste ano.
Há quatro anos na cidade, a planta em Passo Fundo foi a primeira da empresa na América Latina.O impacto da suspensão foi imediato na região, não apenas na questão de postos de trabalho diretos, mas também pela empresa usar muitos componentes produzidos por empresas menores, na região, para a fabricação dos guindastes.
Passados sete meses desde a suspensão, a prefeitura pretende agora recuperar parte da área doada para a empresa como incentivo à sua instalação imediatamente e toda a área se a empresa não voltar a produzir. Em entrevista na Uirapuru durante o programa Repórter do Povo e a Municipalidade do último sábado, o Secretário Municipal de Desenvolvimento, Carlos Eduardo Lopes da Silva, explicou que a empresa ganhou uma área de 45 hectares do município, o que ela mesma admitiu ser um excesso. Hoje a área ocupada é de aproximadamente 29 hectares.
O secretário explicou que o plano é retomar a área de sobra imediatamente e acompanhar a retomada da produção da empresa de perto. Caso isso não ocorra e a empresa de fato encerrar suas atividades, o município deverá requerer também toda a área doada. O Secretário explicou ainda que a ação não busca pressionar a empresa a ir embora, já que há um grande interesse por sua permanência, mas sim garantir que Passo Fundo não perca os espaços no caso da empresa sair.