Prefeitura está atenta a possíveis irregularidades nos cadastros do Bolsa Família
O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, afirmou nesta semana que há indícios de que 2,5 milhões de famílias recebem o Bolsa Família de forma indevida. Segundo ele, está em andamento a revisão dos dados do Bolsa Família, e os resultados devem ser apresentados ao presidente Lula ainda neste mês.
Sobre o assunto, a Uirapuru conversou com a secretária adjunta de Cidadania e Assistência Social de Passo Fundo, Elenir Chapuis. De acordo com ela, para receber o benefício, a pessoa precisa se enquadrar em alguns critérios. Desse modo é realizada a seleção e o pente fino de quem tem e quem não tem direito de receber.
A secretária lembra que os indícios de fraudes começaram a ser verificados durante a pandemia, no pagamento do auxílio emergencial. Muitas pessoas que não precisaram da ajuda, se cadastraram e receberam recursos de forma indevida. Isso foi apontado posteriormente no sistema e muitos precisaram inclusive devolver o dinheiro. Com as irregularidades verificadas no auxílio emergencial, o Governo Federal iniciou também uma análise dos cadastros do Bolsa Família.
Conforme Elenir, em muitos casos não chega a ser uma irregularidade, mas sim uma inconsistência de dados, o que acaba bloqueando o pagamento. Quando isso ocorre e a família realmente necessita do programa, eles devem procurar o CAIS mais próximo e rever o cadastro para encontrar qual dado está trancando o pagamento. Nos casos em que a família não se enquadra no programa ou estava fraudando as informações, o benefício é cortado de forma efetiva.
De acordo com a secretária, existem casos de famílias que receberam o Bolsa Família de forma indevida em Passo Fundo. Nestes casos, o próprio sistema aponta para a pasta responsável e a prefeitura vai até a residência da família para identificar se o pagamento está sendo feito de forma irregular ou se há apenas inconsistência de dados.