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Cidade

Prefeitura está atenta a possíveis irregularidades nos cadastros do Bolsa Família

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Beneficiários do Bolsa Família precisam manter filhos na escola com frequência mínima para evitar bloqueios, alerta secretário
Beneficiários do Bolsa Família precisam manter filhos na escola com frequência mínima para evitar bloqueios, alerta secretário

O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, afirmou nesta semana que há indícios de que 2,5 milhões de famílias recebem o Bolsa Família de forma indevida. Segundo ele, está em andamento a revisão dos dados do Bolsa Família, e os resultados devem ser apresentados ao presidente Lula ainda neste mês.

Sobre o assunto, a Uirapuru conversou com a secretária adjunta de Cidadania e Assistência Social de Passo Fundo, Elenir Chapuis. De acordo com ela, para receber o benefício, a pessoa precisa se enquadrar em alguns critérios. Desse modo é realizada a seleção e o pente fino de quem tem e quem não tem direito de receber.

A secretária lembra que os indícios de fraudes começaram a ser verificados durante a pandemia, no pagamento do auxílio emergencial. Muitas pessoas que não precisaram da ajuda, se cadastraram e receberam recursos de forma indevida. Isso foi apontado posteriormente no sistema e muitos precisaram inclusive devolver o dinheiro. Com as irregularidades verificadas no auxílio emergencial, o Governo Federal iniciou também uma análise dos cadastros do Bolsa Família.

Conforme Elenir, em muitos casos não chega a ser uma irregularidade, mas sim uma inconsistência de dados, o que acaba bloqueando o pagamento. Quando isso ocorre e a família realmente necessita do programa, eles devem procurar o CAIS mais próximo e rever o cadastro para encontrar qual dado está trancando o pagamento. Nos casos em que a família não se enquadra no programa ou estava fraudando as informações, o benefício é cortado de forma efetiva.

De acordo com a secretária, existem casos de famílias que receberam o Bolsa Família de forma indevida em Passo Fundo. Nestes casos, o próprio sistema aponta para a pasta responsável e a prefeitura vai até a residência da família para identificar se o pagamento está sendo feito de forma irregular ou se há apenas inconsistência de dados.