Prefeitura e Simpasso não chegam a acordo e greve dos servidores está perto de iniciar
A quarta-feira foi marcada por duas reuniões entre Prefeitura Municipal e Simpasso, sindicato que representa os servidores, na negociação reposição salarial referente a data base 2015. E novamente não houve acordo. Pela manhã, foi apresentada uma proposta de 6.4%, para salários e ticket alimentação.
O sindicato imediatamente recusou a oferta. Foi realizado um novo encontro à tarde. Depois de refazer cálculos e projeções, a Prefeitura aumentou a proposta e ofereceu reajuste de 6.7%. Outra vez, os representantes dos municipários recusaram. De acordo com o presidente do Simpasso, Marcelo Ebling, a reivindicação da categoria é de reposição de 13%, que é o mesmo aplicado ao Piso Nacional do Magistério.
Disse que o sindicato não colocará em assembleia para os servidores índice menor do que 7,7%, o que , segundo a entidade, se refere a inflação de março, pelo IPCA.
Ebling acrescenta que os servidores continuam a disposição de negociar e que a paralisação marcada para sexta-feira está mantida até que ocorra uma proposta que realmente satisfaça a categoria.
Às 8h desta quinta-feira está marcada mais uma rodada de negociações. Segundo o secretário de Finanças, Gilberto Bedin, os 6,7% de reajuste que estão sendo propostos representa um percentual acima da média dos índices oficiais de inflação.
Já o procurador geral do município, Adolfo Freitas, salientou que a administração está fazendo seus estudos e pode apresentar novos números.Diz que a meta é evitar uma paralisação que, via de regra, gera uma série de transtornos a comunidade por afetar a prestação de serviços da Prefeitura.
Se a proposta que deve ser apresentada hoje pela manhã se aproximar das reivindicações do Simpasso, deverá ocorreu uma assembleia dos servidores municipais para avaliação.
Em sendo aprovada, não se descarta convocação extraordinária da Câmara de Vereadores para votação do projeto de reajuste até sexta-feira, para que os novos salários possam ser pagos ainda na folha de março. De outro modo, em não ocorrendo acordo hoje a paralisação de amanhã, deve começar nós órgãos da administração municipal, incluindo escolas e área da saúde.