Skip to content

Geral

Prefeitura de Mato Castelhano aciona Ministério Público e Estado contra seca da Barragem do Campingui

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Seca vai alimentar inflação neste semestre, avalia economista
Seca vai alimentar inflação neste semestre, avalia economista

Desde o início do mês frequentadores e moradores próximos da Barragem do Capingui estão novamente preocupados com a diminuição do nível da água. A situação se agravou com o aparecimento de peixes mortos em alguns pontos,  que, antes alagados, agora ficam secos.

 

A Barragem é administrada pela CEEE que já se pronunciou na imprensa dizendo que utiliza a diminuição do nível de água como medida padrão nesta época do ano. Sobre os peixes afirmam que a mortandade foi isolada a alguns indivíduos e pode ter fatores externos, como agrotóxicos e ação direta do homem.

 

A área da barragem está 70% dentro de Mato Castelhano e por isso a cidade, há mais de um ano, iniciou um movimento de estudo dos danos ambientais desta prática. Em entrevista na Uirapuru, o responsável pela Fiscalização Ambiental de Mato Castelhano, Rafael Tim, explicou que desde 2008, quando o sistema de controle de vazão automatizado da CEEE foi implementado, a barragem passou a ficar quase seca no verão em alguns pontos. Explicou que moradores próximos reuniram dados e contrataram uma empresa de monitoramento do nível da água e avaliação do impacto ambiental que a redução de água causa.

 

Este impacto, conforme Tim, é grande no ecossistema que se formou na barragem, ainda que a água tenha se acumulado de forma artificial. Hoje o número de peixes é menor, pois muitos depositam seus ovos em partes que acabam secando de forma repentina.

 

Diante disso, o Ministério Público foi acionado, bem como o Departamento de Recursos Hídricos do Estado, atrelado à FEPAM, órgão que fiscaliza e autoriza o trabalho da CEEE no local. Tim destacou que outras barragens, com maior geração de energia, como Ernestina, não adotam essa prática de secagem, o que é agravado no verão pela baixa nas chuvas.

 

Lembrou que a prefeitura de Mato Castelhano não tem poder de regrar a administração da água na Barragem, mas pode acionar órgãos e a justiça para preservar o meio ambiente.