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Segurança

Prefeitura, Câmara e entidades se unem para evitar deslocamento de brigadianos para a Copa em porto Alegre

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Em uma situação normal, a os órgãos de segurança pública em Passo Fundo já passa inúmeras dificuldades para coibir a criminalidade em nosso território. A violência, mesmo com as estratégias adotadas pela Brigada Militar e Polícia Civil, continua deixando a população em estado de alerta. Agora, o cenário pode se tornar ainda mais preocupante com a proximidade da Copa do Mundo.

 

Uma parte do efetivo passo-fundense será deslocada, a partir do dia 15 de maio, para Porto Alegre, para reforçar o policiamento na capital nos dias do evento esportivo. Essa postura, adotada pelo governo estadual, gerou descontentamento por parte da prefeitura, câmara de vereadores, e demais entidades representativas da nossa comunidade que se reuniram para tratar desse assunto na manhã de hoje.

 

O prefeito Luciano Azevedo foi enfático ao dizer que não concorda com essa estratégia e que é preciso que o governo estadual reveja a retirada do efetivo da cidade, num momento em que o contingente existente nos dias atuais já é insuficiente. De acordo com Luciano, em outros estados, a Força Nacional está sendo empregada nas cidades sedes da Copa do Mundo, mas isso não acontecerá no Rio Grande do Sul, enfraquecendo os órgãos de segurança nas cidades do interior.

 

Presente na reunião, o Comandante do 3º RPMon, Tenente Coronel Luiz Fernando Bicca, revelou que os soldados do POE e do Pelotão Hipo, que são guarnições especializadas da Brigada Militar no município, irão para Porto Alegre, representando uma diminuição de 25% no efetivo atual, algo em torno de 55 policiais.

 

 Além disso, o 3º BOE, que é uma força regional, também será todo escalado para o policiamento da Copa do Mundo. Para minimizar essa situação, Bicca está propondo ao comando da corporação a ampliação no número de horas extras e a vinda para Passo Fundo de brigadianos das cidades vizinhas, como Carazinho e Erechim, por exemplo. Disse também que durante o Mundial, não serão concedidas licenças, folgas ou férias para os policiais.

 

Como resultado da reunião foi elaborado um documento onde consta a contrariedade da cidade de Passo Fundo com relação a diminuição do efetivo e as consequecias que essa ação pode gerar durante a Copa do Mundo. Na próxima semana será realizada uma audiência com o Secretário Estadual de Segurança Pública para tratar desse tema.