Prefeitura apresenta projeto de novas moradias para famílias da Manoel Portela
A Uirapuru segue acompanhando a situação das famílias moradoras do beco da Manoel Portela para buscar uma solução para a interdição de casas que foram afetadas pelo desmoronamento de um talude. O fato foi no sábado (18) após toda a chuva registrada na cidade. Três residências foram completamente destruídas no desabamento e pelo menos outras 12 interditadas pela Defesa Civil. Com isso, as famílias precisaram ser retiradas de casa por questões de segurança.
Os moradores que precisaram sair de casa estão abrigados em residências de familiares ou amigos. No primeiro encontro ficou definido que os moradores visitariam uma área que o município propõe disponibilizar para a construção de novas residências. Cada terreno teria 10m x 12,5m e os moradores poderiam construir as suas casas. O espaço já tem toda a infraestrutura, além de Unidade de Saúde e escolas próximas. A visita foi realizada e uma nova reunião foi realizada na última terça-feira (28).
Das 25 famílias que estão fora de suas casas, inicialmente 13 manifestaram interesse em se mudar para a área visitada na semana passada. As demais, não aceitaram o local e, desse modo, foram criados dois grupos agora para tratar as duas situações separadas. Na quinta-feira (30), uma nova reunião foi realizada e mais duas famílias demonstraram interesse em se mudar para o local, totalizando 15. De acordo com o procurador-geral do município, Adolfo Freitas, a área disponibilizada pela prefeitura fica na Donária e será repartida em 20 terrenos. Durante a reunião da última quinta, a prefeitura apresentou as famílias um projeto com plantas de casas que já estaria pré-aprovadas. As residências ocupariam mais ou menos metade do terreno, sendo que os moradores poderão ampliar a moradia futuramente.
Conforme Adolfo, na próxima semana as equipes querem iniciar o trabalho de correção de solo e também tem algumas árvores que precisam ser removidas do local. No entanto, para isso, é necessária uma licença ambiental. O procurador não dá prazo ainda para que as obras iniciem, uma vez que o processo é burocrático por se tratar de órgão público. Em relação as demais famílias, que não aceitaram se mudar para o local, a prefeitura segue conversando e tentando encontrar uma solução. Adolfo reforça que se alguma dessas famílias mudar de ideia, ainda há terrenos disponíveis.