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Cidade

Prefeitura apresenta índices de cobertura vacinal contra a Covid-19

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Pessoas com segunda dose da CoronaVac atrasada podem vacinar neste sábado
Pessoas com segunda dose da CoronaVac atrasada podem vacinar neste sábado

Em reunião do Comitê de Orientações Emergenciais (COE), realizada na manhã desta segunda-feira (26), o prefeito Pedro Almeida e a secretária de Saúde, Cristine Pilati, apresentaram os índices da cobertura vacinal contra a Covid-19 registrados em Passo Fundo. O município ocupa a terceira posição entre as 15 cidades gaúchas mais populosas que mais aplicaram a primeira dose, com 19,9% das pessoas vacinadas.

Neste momento, é finalizada a segunda das três etapas de vacinação previstas no Plano Nacional de Imunizações (PNI). Enquanto a primeira fase teve como grupos prioritários profissionais da área da saúde, idosos com mais de 75 anos, pessoas acamadas com mais de 60 anos – posteriormente, estendidas às com mais de 18 anos –, residentes e trabalhadores de Instituições de Longa Permanência (ILPIS) e indígenas aldeados, a população-alvo da segunda fase foram os idosos de 60 a 74 anos.

A secretária de Saúde elencou os percentuais de cobertura, que possibilitam avaliar como está sendo o processo de imunização na cidade.

Nós fizemos um acompanhamento diário da vacinação. A partir disso, visualizamos os grupos que ainda demandam vacinas e identificamos as próximas ações que podem ser tomadas para otimizar o processo”, destacou Cristine.

Polo em saúde, Passo Fundo registra 107% dos profissionais da área vacinados. Cristine justifica que o índice foi obtido devido ao aumento de pessoas vacinadas com relação à previsão feita inicialmente. “O número de profissionais estimados correspondia à última vacinação contra a Influenza e apontavam para cerca de 11,7 mil profissionais. Tivemos mais de 12,6 mil vacinados”, afirma.

Enquanto isso, a taxa de cobertura dos idosos varia de acordo com as faixas etárias: dos 80 anos ou mais, chegou a 84,4%; de 75 a 79 anos, a vacinação atingiu 96,8%, o maior índice; de 70 a 74 anos, foram 92,5% das pessoas vacinadas; de 65 a 69, 91,5% da população recebeu a vacina; já o grupo de 60 a 64 anos apresenta o menor percentual, com 81,2% de cobertura.

Demais grupos – residentes e trabalhadores de ILPIS, pessoas acamadas e indígenas aldeados – foram 100% vacinados com a primeira dose.

Segundas doses

Se o município ocupa o terceiro lugar entre os 15 mais populosos que mais vacinaram, está na primeira posição dos que mais concluíram o processo de imunização: 9,9% das pessoas já receberam a segunda dose.

Neste momento, é registrado um atraso nas aplicações da segunda dose da vacina Coronavac, que tem prazo de 14 a 28 dias com relação à primeira. O cenário foi estabelecido devido à falta de insumos notificada pelo Butantan e a expectativa é que seja regularizado nas próximas remessas. “A vacinação está atrasada em todo o país. Pessoas que estão no prazo para receber a segunda dose da Coronavac serão vacinadas com alguns dias de atraso. A situação deverá ser normalizada em breve, uma vez que o Butantan já anunciou a obtenção da IFA, matéria-prima para a fabricação do imunizante”, reitera, enfatizando que o problema não ocorre com a AstraZeneca.

Próxima etapa

De acordo com o PNI, divulgado em janeiro pelo governo federal, após a conclusão da vacinação dos idosos, será a vez das pessoas com comorbidades.

A previsão é de que iniciaremos a terceira etapa prevista na metade do mês de maio”, pontua Cristine.

Entre as comorbidades, estão doenças pulmonares, renais crônicas, cardiovasculares, oncológicas, imunossupressivas e alguns casos obesidade com IMC superior a 40. Também deverão ser vacinadas as pessoas com diabetes melitus, hipertensão e síndrome de down.

Não há uma determinação de como será realizada a vacinação desse grupo por parte do Ministério da Saúde, que autorizou os estados a definirem o processo. No entanto, a secretária adianta que as pessoas precisarão comprovar a condição.

O ideal é que elas apresentem o atestado médico referindo que estão nesse grupo de comorbidades. Caso tenham dificuldades para adquirir esse documento, terão de trazer as últimas receitas comprovando o uso de medicações”, menciona.