Prefeito alerta: se greve dos caminhoneiros continuar, atividades serão reduzidas a partir da próxima semana
Mesmo que em menores proporções que em outros municípios, a greve dos caminhoneiros vêm atingindo Passo Fundo com a falta de fornecimento de alguns produtos. A greve ainda segue forte e no Rio Grande do Sul os caminhoneiros estão decididos a levar o protesto até o fim, mesmo com o impacto da falta de produtos.
A Uirapuru percorreu a BR-386 de Passo Fundo até Porto Alegre e o que constatou foram piquetes fortes, com caminhoneiros decididos a permanecer, e apoio da população, ainda que com reflexos na sociedade. Já em Passo Fundo, para falar sobre os impactos da paralisação, o prefeito Luciano Azevedo convocou uma coletiva de imprensa ontem (29). De acordo com o gestor, a cidade tem condições de operar nesta semana dentro da normalidade, com alimentação, limpeza, transporte e combustível. Mas, não havendo interrupção da greve, a partir da próxima semana será preciso reduzir o ritmo de algumas atividades.
Relatou que na área da educação, já há dificuldades no fornecimento dos alimentos perecíveis para a merenda escolar, como hortifrutigranjeiros. Com falta de gás de cozinha em toda a cidade, algumas escolas já estão trabalhando com o gás que tinham em estoque. O mesmo acontece com as casas de acolhimento e instituições de assistência social. A coleta de lixo está sendo feita normalmente, no entanto, os caminhões estão tendo problemas para descarregar os resíduos.
Conforme o prefeito, há dificuldade no recolhimento do lixo urbano em praças, cemitérios e varrição e limpeza das ruas porque não está sendo possível levar os resíduos até a usina, que fica na saída para Soledade, e realizar a troca de contêineres. Na área da saúde o fornecimento de medicamentos segue normal nesta semana, mas pode ocorrer alguma dificuldade na semana que vem já que está prevista nova entrega.
Em razão da paralisação, foram suspensas as coletas de exames de laboratório nos Cais, que são feitas pelo Hospital da Cidade. A indicação é que, nos casos de urgência, as pessoas procurem o Hospital da Cidade ou o Hospital Municipal, que por enquanto, estão suportando a demanda. Em relação às obras, Luciano Azevedo contou que quatro caminhões e um trator esteira estão presos na paralisação.
Destacou que as obras têm sido feitas com o asfalto que a prefeitura tinha em estoque, mas precisa que o asfalto chegue a Passo Fundo para que haja o andamento delas. Os serviços no interior também começam a ser prejudicados porque há dificuldades para deslocar os caminhões e máquinas até os distritos. Já em relação ao transporte coletivo urbano, a Coleurb, Codepas e Transpasso estimam operar normalmente até sexta-feira, quando será feita uma nova avaliação.
Luciano Azevedo frisou que a prefeitura compreende a pauta de reivindicações e apoia o movimento dos caminhoneiros, mas comunica que a partir desta semana a paralisação passa a trazer prejuízos à população.