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Economia

Preços em alta: cesta básica de Passo Fundo pode aumentar até 13% no final do ano, avalia economista

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Cesta básica de Passo Fundo registra queda no mês de abril
Cesta básica de Passo Fundo registra queda no mês de abril

Quem vai ao supermercado já não compra, pelo mesmo preço, produtos que antes consumia. Os hábitos mudaram, as pessoas estão optando pelos produtos essenciais e mais em conta. A inflação atinge forte na alimentação, movida pela pandemia e também o dólar.

Conforme o professor de economia da Universidade de Passo Fundo, Julcemar Zilli, dados do mês de junho, apontam um aumento médio de 6,48% nos produtos da cesta básica em 2021. Zilli explicou que se o cenário permanecer assim, podemos chegar a um aumento de 13% no ano. Esse aumento é perceptível na nossa cidade e no país como um todo, destacou o economista.

Esse aumento de preços, nessa faixa, já foi identificado em outros momentos, explica o professor. No entanto, o que mais preocupa é termos um aumento dos preços na faixa de 13% sendo que o salário-mínimo, referencia para os trabalhadores, não aumentou nessa faixa. Se os preços da cesta básica aumentam 13% e o salário em média 5%, pessoas que tem o seu sustento baseado no salário-mínimo (a maioria da população) tem perda de poder aquisitivo, ou seja, estão comprando menos do que compravam antigamente, explicou Zilli.

O economista avalia que produtos como a carne de frango e porco e gado, óleo de soja, farinha de trigo entre outros continuarão com preços altos. Isso porque temos vários produtos que estão atrelados a commodities internacionais e todos os produtos oriundos da matéria prima acabam tendo preços elevados, aliado ao dólar alto, encarece os produtos importados. Ou seja, o soja eleva o preço do óleo de soja, o milho eleva o preço de todos as proteínas, por exemplo.