Skip to content

Cidade

Preconceito ainda é uma triste realidade para os garis no município

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

Flávia Albuquerque, estudante de psicologia e vencedora do prêmio da Mostra de Iniciação Científica da UPF do ano passado, com um trabalho voltado para a realidade de um dos mais importantes profissionais no que se refere ao bem estar da comunidade, o gari, participou do Uirapuru Ecologia, de sábado, dia 14.

 Com um trabalho reconhecido em diversas cidades brasileiras e em congresso de saúde em Cuba, Flávia aborda uma questão delicada. A idéia surgiu com um trabalho realizado por um psicólogo paulista, Fernando Braga, que passou oito anos atuando como gari e percebeu que nem os amigos o reconheciam. Pensando nisso, Flávia resolveu observar o que acontecia em Passo Fundo. 
Em contato com a Codepas e a Via Norte, uma equipe foi escolhida e a estudante, acompanhou os garis, na lida diária e até mesmo no caminhão de lixo, durante um semestre. O que ela pode constar, pelos relatos e pela experiência vivida é de que embora muitos entendam e respeitem, ainda há muito preconceito na cidade. Na hora do gari pegar o ônibus, ou mesmo quando vai à loja abrir um crediário, infelizmente, o profissional sofre com o preconceito da sociedade passo-fundense.
 Por isso, ela ressalta que é necessário quebrar estereótipos e lembrar que o trabalho dos garis assume um lugar de extrema importância para todos, pois evita diversos problemas de saúde pública e ambientais decorrentes da disposição inadequada do lixo.