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Cidade

Praça da Mãe Preta ou Praça da Mãe? Se você também tem essa dúvida, saiba que existem as duas

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Se você também tem essa dúvida, saiba que existem as duas. Embora muitas pessoas se confundam, em Passo Fundo existe a praça da Mãe e a praça da Mãe Preta, mas elas não tem relação entre si, mesmo sendo próximas uma da outra.

A praça da Mãe é aquela que fica na avenida Brasil, em frente ao Colégio Fagundes dos Reis. E a praça da Mãe Preta é aquela onde está a fonte de água, e que fica nas esquinas das ruas 10 de Abril e Uruguai.

Talvez a confusão que existe se deva unicamente pela proximidade dos dois espaços e pelos dois se referirem a uma mãe”, explica o vice-presidente do Instituto Histórico de Passo Fundo e doutorando em História, Djiovan Carvalho.

De acordo com ele, a praça da Mãe é da década de 1960 e partiu de uma ação do Rotary Club que coordenou um concurso para a produção de um monumento e de uma frase que homenageasse as mães.

Conforme o historiador, na década de 1960 houve esse movimento do Rotary, do qual existem registros de campanhas para arrecadar recursos, bem como a promoção de eventos beneficentes com o objetivo de construir uma praça que fosse uma homenagem às mães.

Já a praça da Mãe Preta tem uma origem bem anterior, do tempo da formação da cidade que se identifica com a lenda contada ao longo de décadas a respeito de uma mãe, escrava de Cabo Neves e conhecida como Mãe Preta, que vê seu filho sair de casa e chora pedindo ao Menino Jesus que o traga de volta, tendo então originado a fonte a partir das suas lágrimas. Diz ainda a lenda da Mãe Preta que ao rogar a volta do seu filho, ela roga também que todos que bebam da fonte originada de suas lágrimas sempre retornem àquele local.

A lenda da Mãe Preta está extremamente vinculada aquele espaço, como possibilidade de surgimento dessa aguada, desse chafariz, e também porque esse é um espaço de presença negra”, explica Djiovan.

Isso porque, além da questão da lenda, o local era um espaço de sociabilização dos negros, especialmente no tempo da escravidão, que iam até lá buscar água para abastecer as casas onde serviam.

E foi por conta dessa característica e também pelo fato do local ter sido muito usado pelas lavadeiras, que na década de 1980 um grupo de mulheres moradoras do entorno se unem e lutam para fixar o local como o espaço da Mãe Preta que até então não tinha essa vinculação.