PP reforça apoio a vereador Marcos Silva e considera saída de militantes natural em momento de turbulência
O Partido Progressista de Passo Fundo está passando por um período de muita turbulência. De acordo com Valdir Mendes, desde que venceu as eleições e passou a presidir o diretório municipal, o grupo derrotado na oportunidade se isolou, e ocasionou uma divisão interna no partido.
Desde maio de 2013, as discussões se tornaram mais acirradas. A indicação dos nomes para a disputa das eleições de 2014 foi um exemplo. A definição pelo nome de Osvaldo Gomes para concorrer a deputado federal serviu para dividir ainda mais os militantes. Para agravar mais a crise, no final do ano passado, o vereador Marcos da Silva, único progressista na Câmara, votou contra o governo no projeto do Ticket Alimentação, mesmo sendo da base de apoio a administração municipal. Resultado: o PP, que já havia perdido espaço no governo, com a saída do secretário Cristian Thans para o Democratas, perdeu os demais cargos que mantinha na administração.
O presidente Valdir Mendes avalia que esse é um período turbulento, mas que servirá para fortalecer o partido. Segundo ele, o vereador Marcos da Silva conta com total apoio e as desfiliações que estão ocorrendo fazem parte de um processo natural. Para ele, quem não está satisfeito, deve buscar outros caminhos e deixar o PP seguir com seu projeto que é disputar, com candidatura própria, as eleições para a prefeitura em 2016.
Segundo informou, até o momento, apenas 4 militantes solicitaram a desfiliação. Mendes acredita que esse número poderá aumentar e deixou o partido aberto para receber novos membros.